Como saber se minha conta do banco foi invadida: mulher à noite vê alertas de segurança no aplicativo do banco, assustada

Golpes e fraudes

Como saber se minha conta do banco foi invadida?

Como saber se minha conta do banco foi invadida? Olhe além do saldo: aparelhos conectados, chaves Pix, limites e dados de contato também mudam. Veja o que checar e o que fazer se encontrar algo estranho.

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  • Revisado por Lucas Almeida de Aquino · OAB/BA 92.207

Resposta rápida

Para saber se sua conta do banco foi invadida, confira no aplicativo o extrato, os aparelhos conectados, as chaves Pix, os limites e seus dados de contato. Operações que você não fez, aparelho desconhecido, aumento de limite ou troca de e-mail e telefone são sinais fortes. Se encontrar algo, bloqueie a conta pelo número oficial do banco, conteste as operações e registre boletim de ocorrência.

Principais pontos

  • Os sinais mais claros são operações que você não fez, aparelhos desconhecidos e mudanças nos seus dados de contato.
  • No aplicativo, vale checar extrato, aparelhos, chaves Pix, limites, cartões virtuais e empréstimos contratados.
  • Pix de valor alto feito por aparelho novo pode indicar falha, pois há limites para aparelhos nunca usados no Pix.
  • O banco responde por fraudes ligadas às suas operações e tem prazos definidos para responder às reclamações.

Sinais de que sua conta do banco foi invadida

Os sinais mais claros são operações que você não fez e mudanças que você não pediu. Às vezes, o primeiro aviso é não conseguir mais entrar no aplicativo.

Fique atento também a avisos de segurança do banco que você não esperava. Um e-mail de troca de senha ou de aparelho novo merece atenção imediata.

  • Pix, transferências ou pagamentos que você não reconhece no extrato.
  • Aviso de acesso em celular ou computador que não é seu.
  • Senha que deixou de funcionar ou bloqueio de acesso sem motivo aparente.
  • Troca do e-mail, do telefone ou do endereço cadastrado sem o seu pedido.
  • Empréstimo, cartão virtual ou aumento de limite que você não solicitou.
  • Celular sem sinal de repente, o que pode indicar troca indevida do chip.

O que checar no aplicativo do banco, item por item

Comece pelo extrato e depois revise as configurações de segurança. Invasores costumam mudar limites e cadastros antes de movimentar o dinheiro.

Use a tabela como checklist e anote o que encontrar, com prints e horários. Esses registros serão a base da contestação.

Checklist para conferir se a conta foi invadida
Onde olhar no appO que procurarSe encontrar algo
Extrato e comprovantesPix, transferências, pagamentos ou compras que você não fezAnote data, hora, valor e destinatário de cada operação
Aparelhos conectadosCelular ou computador desconhecido com acesso à contaPeça ao banco o descadastro e o registro desses acessos
Chaves PixChave nova, excluída ou levada para outro banco sem seu pedidoRegistre a alteração e peça a correção
Limites do Pix e do cartãoAumento de limite que você não pediuReduza o limite e informe ao banco
Dados de cadastroE-mail, telefone ou endereço diferentes dos seusPeça a correção e o histórico das alterações
Crédito e cartõesEmpréstimo, crédito pré-aprovado usado ou cartão virtual novoConteste o contrato e não use valores creditados

O que parece invasão, mas pode não ser

Nem todo alerta é invasão real. Muitos golpes começam justamente com um falso aviso de invasão, para levar você a agir com pressa.

Mensagens com link dizendo que sua conta foi bloqueada ou que houve uma compra suspeita são comuns. O objetivo é capturar sua senha ou convencer você a fazer um Pix.

Débitos automáticos, assinaturas esquecidas e compras parceladas também confundem. Antes de concluir, confira se a operação não foi autorizada por você em outro momento.

Primeiros passos se a conta foi invadida

O primeiro passo é bloquear a conta e os acessos pelo número oficial do banco. Em seguida, conteste cada operação e registre boletim de ocorrência.

Para Pix feitos pelo invasor, peça a contestação pelo MED, o Mecanismo Especial de Devolução do Banco Central. Quanto antes, maior a chance de ainda haver saldo para bloquear.

Se o celular foi roubado, bloqueie também a linha com a operadora. Troque as senhas do e-mail e de outros aplicativos ligados ao banco.

  • Bloqueie a conta, os cartões e os aparelhos cadastrados pelo canal oficial.
  • Conteste cada operação não reconhecida e anote os protocolos.
  • Acione o MED para os Pix enviados pelo invasor.
  • Registre boletim de ocorrência, de preferência no mesmo dia.
  • Peça por escrito o registro de acessos e operações do período.

Quais deveres de segurança o banco tem

O banco deve manter sistemas capazes de impedir acessos indevidos e operações fora do seu perfil. Esse dever vem da Lei Geral de Proteção de Dados e das regras do Banco Central.

Nas regras do Pix, o Banco Central exige que os bancos tenham solução de gerenciamento de risco de fraude. Ela deve identificar transações incompatíveis com o perfil do cliente, com possibilidade de rejeição e bloqueio.

Há também limites para aparelhos novos. Um celular ou computador nunca usado para fazer Pix por aquele cliente fica limitado a R$ 200 por transação e R$ 1.000 por dia.

Por isso, um Pix de valor alto logo após o acesso por aparelho novo merece análise. Ele pode indicar que o banco não aplicou essas proteções.

Os agentes de tratamento devem adotar medidas de segurança, técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou qualquer forma de tratamento inadequado ou ilícito.

Lei Geral de Proteção de Dados, art. 46

Quando o banco responde e em quanto tempo deve responder

O banco responde pela invasão quando ela decorre de falha no serviço, como acesso por aparelho novo sem validação ou operações atípicas sem bloqueio. A regra está na Súmula 479 do STJ.

Ele pode se livrar se provar que não houve defeito ou que a culpa foi só do cliente. Um exemplo é quando o próprio cliente entregou senha e códigos a um golpista e as operações pareciam normais.

Quanto ao tempo de resposta, o SAC deve responder em sete dias corridos. A ouvidoria tem dez dias úteis, prorrogáveis uma vez em casos excepcionais.

As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias.

Súmula 479 do STJ

Como pedir ao banco o registro de acessos da sua conta

Você pode pedir ao banco os dados de acesso à sua conta, como aparelhos, datas e operações. A Lei Geral de Proteção de Dados garante ao titular o acesso aos dados que a instituição trata.

Faça o pedido por escrito, pelo aplicativo, por e-mail ou pela ouvidoria, e guarde o protocolo. Esse registro ajuda a mostrar de onde partiram as operações e se houve validação reforçada.

O titular dos dados pessoais tem direito a obter do controlador, em relação aos dados do titular por ele tratados, a qualquer momento e mediante requisição: I - confirmação da existência de tratamento; II - acesso aos dados;

Lei Geral de Proteção de Dados, art. 18

Quando vale pedir a análise do caso

Vale pedir análise quando o banco nega a devolução, demora a responder ou mantém empréstimos feitos pelo invasor. Também vale quando as operações foram muito fora do seu padrão.

A análise jurídica avalia o extrato, os registros de acesso e a resposta do banco. Com isso, é possível saber se há fundamento para pedir o ressarcimento.

Serviços relacionados

  • Ressarcimento de invasão de conta

    Alguém entrou na sua conta e fez Pix, transferências ou empréstimos? A AST Advogados pede ao banco o registro de acessos, aponta as falhas e busca o ressarcimento.

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    Fez um Pix para um golpista e o banco não devolveu? A AST Advogados confere a contestação no MED, aponta as falhas dos bancos envolvidos e busca o ressarcimento.

Perguntas frequentes

Como saber se alguém acessou minha conta pelo celular?

Veja no aplicativo a lista de aparelhos conectados ou cadastrados. Se aparecer um aparelho que não é seu, peça ao banco o descadastro e o registro dos acessos feitos por ele.

Recebi SMS dizendo que minha conta foi invadida. O que faço?

Não clique no link nem ligue para o número da mensagem. Abra o aplicativo do banco por conta própria ou ligue para o número oficial para conferir se houve algo.

O banco devolve o dinheiro se a conta foi invadida?

Pode devolver, conforme o caso. Pesa se o banco exigiu validações de segurança e se as operações fugiam do seu perfil. Comunicar a invasão rapidamente também ajuda na análise.

Posso pedir ao banco a lista de acessos à minha conta?

Sim. A Lei Geral de Proteção de Dados garante ao titular o acesso aos dados pessoais tratados pelo banco. Faça o pedido por escrito e guarde o protocolo.

Foto de Lucas Almeida de Aquino

Escrito e revisado por

Revisão: Lucas Almeida de Aquino · OAB/BA 92.207

Advogado da AST Advogados, com atuação em direito bancário. Conheça a equipe jurídica e a política editorial.

Fontes consultadas

  1. Banco Central: Fórum Pix (medidas de segurança da Resolução BCB 403)
  2. Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018)
  3. Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990)
  4. Decreto 11.034/2022 (regras do SAC)
  5. Banco Central: Ouvidoria nas instituições financeiras
  6. Migalhas: STJ decide que banco não responde por golpe do motoboy no REsp 2.155.065

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a análise individual de um advogado. Cada caso depende dos documentos, dos prazos e das circunstâncias.

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