Resposta rápida
No golpe da falsa central, criminosos se passam por funcionários do banco e levam a vítima a fazer transferências ou entregar dados. O ressarcimento pode ser pedido quando houve falha do banco, como vazamento de dados ou falta de bloqueio de operações fora do perfil. Cada caso depende de como a fraude aconteceu.
Quando se aplica
- O golpista sabia seu nome, CPF, agência e compras recentes, o que indica vazamento de dados.
- A ligação exibia no identificador de chamadas o número oficial da central do banco.
- Você foi orientado a transferir seu dinheiro para uma suposta conta segura.
- Um motoboy foi buscar seu cartão em casa depois da ligação de um falso funcionário.
Como funciona
Nesse golpe, a vítima costuma acreditar que está protegendo a própria conta. Por isso, os tribunais analisam também a conduta do banco. Pesam os dados que o golpista tinha e se as transações destoavam do seu histórico.
Transferências altas e seguidas, feitas em pouco tempo, deveriam acionar os mecanismos de segurança. Quando o banco não bloqueia nem confirma essas operações, pode ser responsabilizado (Súmula 479 do STJ). Por outro lado, a entrega voluntária de senhas pode pesar contra a vítima.
Passo a passo
Passo 1: Desligue e ligue para o banco
Use o número do verso do cartão ou do app, de outro telefone se possível, e peça o bloqueio.
Passo 2: Registre as provas da ligação
Anote número, horário e duração da chamada e tire prints do histórico e das mensagens.
Passo 3: Formalize a contestação
Conteste as transações no banco e na ouvidoria e registre boletim de ocorrência.
Documentos para separar
- Print do histórico de chamadas com número e horário
- Extrato com as transações contestadas
- Protocolos de atendimento e da ouvidoria
- Boletim de ocorrência
- Mensagens ou SMS recebidos durante o golpe
Base legal
- Súmula 479 do STJ
- Código de Defesa do Consumidor, art. 14
- Lei Geral de Proteção de Dados, arts. 44 e 46
Perguntas frequentes
O banco liga pedindo para transferir dinheiro para uma conta segura?
Não existe conta segura para esse fim. Pedidos de transferência, senha ou código por telefone devem ser tratados como golpe. Na dúvida, desligue e ligue você mesmo para o número oficial.
Entreguei meu cartão para um motoboy. Tenho direito ao ressarcimento?
Depende do caso. Os tribunais avaliam se as compras e saques feitos depois destoaram do seu perfil e se o banco tinha meios de bloqueá-los. As decisões variam conforme as provas.
Como provar que o golpista tinha meus dados?
Anote tudo o que ele informou na ligação, como número do cartão, compras e endereço. Esse relato, com os prints e o boletim de ocorrência, ajuda a mostrar um possível vazamento.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a análise individual de um advogado. Cada caso depende dos documentos, dos prazos e das circunstâncias.