Casal revisando um contrato de empréstimo na mesa da cozinha

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Advogado Banco do Brasil: problemas comuns e quando procurar ajuda

Procurando advogado Banco do Brasil para juros, consignado, conta bloqueada ou cobrança? Veja os problemas mais comuns e os caminhos. A AST Advogados é um escritório independente, sem vínculo com o Banco do Brasil.

  • Atualizado em
  • Leitura de 7 minutos
  • Revisado por Lucas Almeida de Aquino · OAB/BA 92.207

Resposta rápida

Um advogado especializado em direito bancário pode ajudar quem tem problemas com o Banco do Brasil. Os casos mais comuns são juros muito acima da média, consignado não reconhecido, conta bloqueada e cobranças contestadas. Muitos casos se resolvem pelo SAC, pela ouvidoria ou pelo Banco Central. O advogado é mais importante quando há prazo judicial correndo, valor alto envolvido ou negativa sem justificativa.

Principais pontos

  • Os problemas mais comuns envolvem juros, consignado, bloqueio de conta, cobranças e golpes.
  • Vários casos podem ser resolvidos pelos canais administrativos, com registro de protocolo.
  • Bloqueio judicial e ação de cobrança têm prazos curtos e pedem orientação jurídica rápida.
  • O advogado do cliente atua de forma independente do banco e analisa o caso pelo lado do consumidor.

Problemas mais comuns com bancos e o primeiro passo em cada um

Os problemas mais frequentes envolvem crédito, descontos e acesso ao dinheiro. A tabela resume os casos mais comuns, a regra geral e o primeiro passo.

Ela vale para clientes de qualquer banco, inclusive do Banco do Brasil. Cada contrato tem cláusulas próprias, que precisam ser lidas antes de qualquer conclusão.

Problemas bancários comuns, regra geral e primeiro passo
ProblemaRegra geralPrimeiro passo
Juros altos em empréstimoRevisão possível quando a taxa fica muito acima da média de mercadoComparar a taxa do contrato com a média do Banco Central
Cheque especialJuros limitados a 8% ao mês pela regra do Conselho Monetário NacionalConferir a taxa cobrada no extrato
Rotativo do cartãoJuros e encargos limitados a 100% do valor original da dívidaSomar os encargos cobrados sobre a dívida
Desconto de consignado não reconhecidoSem contrato válido, o desconto pode ser contestadoPedir cópia do contrato e conferir o extrato do benefício
Conta bloqueada por ordem judicialValores protegidos podem ser liberados no processoDescobrir o processo e agir em 5 dias
Golpe com falha de segurançaO banco responde por fraudes ligadas à sua atividade (Súmula 479 do STJ)Registrar contestação e boletim de ocorrência

Juros e renegociação: quando a taxa pode ser revista

A taxa pode ser revista quando fica muito acima da média de mercado para a mesma operação. Juros altos, sozinhos, não bastam para a revisão.

O Banco Central publica as taxas médias por modalidade e as taxas por instituição. Com o contrato em mãos, é possível comparar a taxa mensal com a média do mês da contratação.

Na renegociação, leia o custo efetivo total da proposta. Ele mostra o custo real do novo acordo, com juros, tarifas e seguros.

A estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por si só, não indica abusividade.

Súmula 382 do STJ

Consignado: descontos que você não reconhece

Descontos de consignado precisam de um contrato válido assinado pelo cliente. Refinanciamento ou portabilidade sem autorização também podem ser contestados.

Confira o extrato de empréstimos do benefício ou o contracheque. Compare cada desconto com os contratos que você realmente assinou.

Se encontrar um desconto desconhecido, peça ao banco a cópia do contrato e da gravação ou assinatura usada. Registre tudo por protocolo.

  • Extrato de empréstimos do benefício ou contracheque
  • Cópia dos contratos que você reconhece
  • Protocolos de atendimento sobre o desconto
  • Comprovantes dos valores descontados

Conta bloqueada pela Justiça

O bloqueio judicial é uma ordem do juiz, cumprida pelo banco por meio do Sisbajud. O banco não pode liberar o valor por conta própria.

Salário, aposentadoria e reservas de até 40 salários mínimos têm proteção legal, com exceções como a pensão alimentícia. O pedido de liberação deve ser feito no processo em 5 dias.

Incumbe ao executado, no prazo de 5 (cinco) dias, comprovar que: I - as quantias tornadas indisponíveis são impenhoráveis; II - ainda remanesce indisponibilidade excessiva de ativos financeiros.

Código de Processo Civil, art. 854, § 3º

Onde reclamar antes de ir à Justiça

Segundo o material oficial de canais do Banco do Brasil, o SAC atende informações, dúvidas, reclamações e pedidos de suspensão ou cancelamento de contratos. Comece por ele e anote o protocolo.

Sem solução, procure a ouvidoria, que é a última instância interna e responde em até 10 dias úteis. Depois, registre reclamação no Banco Central e no consumidor.gov.br, onde a empresa tem até 10 dias para responder.

Quando procurar um advogado

Procure orientação jurídica quando houver prazo judicial correndo, valor alto envolvido ou resposta negativa sem justificativa. Nesses casos, esperar pode reduzir as alternativas.

O advogado do cliente analisa o contrato, os extratos e os protocolos. Depois, indica se vale negociar, reclamar nos órgãos ou entrar com uma ação.

  • Recebeu citação em ação de cobrança ou monitória
  • Teve salário ou benefício bloqueado pela Justiça
  • Tem descontos de consignado que não reconhece
  • Caiu em golpe e o banco negou a contestação

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Perguntas frequentes

A AST Advogados é advogada do Banco do Brasil?

Não. A AST Advogados é um escritório independente, sem vínculo com o Banco do Brasil. Atuamos na análise de casos do ponto de vista do cliente.

Preciso de advogado para reclamar do banco?

Não para os canais administrativos. SAC, ouvidoria, Banco Central e consumidor.gov.br podem ser usados diretamente pelo cliente. O advogado é importante quando há processo ou prazo judicial.

O Banco do Brasil pode bloquear minha conta?

A conta pode ser bloqueada por ordem judicial, por suspeita de golpe ou por verificação de segurança. No bloqueio judicial, a liberação depende de decisão no processo.

Quais documentos levar para a análise do caso?

Contrato, extratos, comprovantes de pagamento, protocolos de atendimento e documentos de processo, se houver. Quanto mais completo, mais precisa é a análise.

Escrito e revisado por

Revisão: Lucas Almeida de Aquino · OAB/BA 92.207

Advogado da AST Advogados, com atuação em direito bancário. Conheça a equipe jurídica e a política editorial.

Fontes consultadas

  1. Canais de Atendimento do Banco do Brasil (cartilha)
  2. Juros remuneratórios superiores a 12% ao ano - TJDFT
  3. Taxas de juros de operações de crédito por instituição financeira - Dados Abertos BCB
  4. Penhora on-line: prazo de 5 dias para impugnação (CPC, art. 854) - TJDFT
  5. Exceções à impenhorabilidade de verba salarial (CPC, art. 833) - TJDFT
  6. Justiça define que valores até 40 salários mínimos para sustento da família são impenhoráveis - TJDFT
  7. Ouvidoria nas instituições financeiras - Relatório de Cidadania Financeira (BCB)
  8. Como funciona o Consumidor.gov.br

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a análise individual de um advogado. Cada caso depende dos documentos, dos prazos e das circunstâncias.

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